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5 min de leitura

O que registrar na ficha de cada cliente

por Equipe getstella

Chega a hora da consulta e você abre um caderno, um print no celular, uma conversa antiga de mensagem. A hora de nascimento está solta numa foto de certidão, o tema da última sessão mora só na sua memória, o PDF do mapa se perdeu no e-mail. Saber o que registrar na ficha do cliente é o que separa a consulta em que você senta pronta da consulta em que você corre atrás dos dados enquanto a pessoa espera do outro lado.

A boa notícia é que não é muita coisa. É a coisa certa, guardada no mesmo lugar. A ideia por trás disso é simples: cada cliente é uma ficha só. E essa ficha existe pra te deixar preparado antes de qualquer mapa abrir.

Os dados de nascimento, com o fuso já resolvido

Toda leitura começa aqui. E é justo aqui que mais gente escorrega, porque um dado torto no começo torce tudo depois.

O mínimo que a ficha precisa guardar:

  • Data de nascimento completa, sem abreviar.
  • Hora exata — e de onde ela veio: certidão, lembrança da mãe, retificação que você mesmo fez.
  • Local: cidade e país, não só o estado.
  • O fuso resolvido: horário de verão vigente naquele ano, diferença de UTC. Deixe isso decidido na hora do cadastro, não no meio da consulta.

Você já sabe o peso disso. Uma hora incerta muda o ascendente, e o ascendente muda as casas, e as casas mudam a conversa inteira. Registrar de onde veio a hora não é burocracia: é um bilhete pro seu eu do futuro, pra você saber o quanto pode confiar naquele grau.

O tema da consulta é o coração da ficha

Dados de nascimento abrem o mapa. O tema abre a pessoa. E é o campo que a maioria esquece de guardar.

Antes de atender, registre em uma linha:

  • O motivo pelo qual essa pessoa te procurou.
  • A pergunta por trás da pergunta — o que ela realmente quer saber.
  • A expectativa dela, mesmo quando é vaga.

Quase ninguém chega com uma dúvida técnica. Chega com uma vida. O tema é a tradução disso em uma frase que você relê antes de abrir a porta.

Guardar o tema faz a consulta começar do lugar certo. Você não gasta os primeiros dez minutos reconstruindo o contexto — você já entra ali dentro.

O que registrar na ficha do cliente, sessão após sessão

Uma ficha não é uma foto tirada uma vez. Ela cresce a cada atendimento. É isso que transforma clientes soltos em uma relação com memória.

Três camadas se acumulam ao longo do tempo:

  • Histórico de atendimentos. Quando você atendeu, quantas vezes, o que ficou pendente pra próxima. Assim você chega no retorno sabendo de onde parou.
  • Anotações por sessão. O que emergiu, o trânsito que estava ativo, a promessa que a pessoa fez a si mesma. A gente escreveu um guia inteiro sobre isso em anotações de sessão, porque anotação boa é ouro na consulta seguinte.
  • Anexos. O getstella não calcula mapa — quem faz isso é o seu programa de confiança, tipo o Janus. Mas o PDF que ele gera não pode viver perdido no e-mail. Ele vira anexo da ficha, preso à consulta a que pertence. Tem um texto só sobre o mapa por trás de cada atendimento se você quiser se aprofundar.

Com essas três camadas juntas, abrir a ficha de alguém que voltou depois de seis meses deixa de ser um susto e vira um reencontro.

Campos personalizados: molde a ficha à sua prática

Nenhuma prática é igual à outra. Você pode trabalhar com tropical ou sideral, cobrar por pacote ou por sessão, atender por indicação ou por rede social. A ficha padrão nunca vai adivinhar tudo isso — por isso ela precisa dobrar ao seu jeito.

Alguns campos que astrólogos costumam querer registrar:

  • A técnica ou sistema que usa com aquele cliente.
  • Como a pessoa chegou até você.
  • Forma de pagamento e situação do combinado.
  • Um retorno agendado ou um lembrete pra retomar um assunto.
  • Etiquetas suas, do tipo "revisão solar em março" ou "quer trabalhar Saturno".

Com campos personalizados, a ficha para de ser um formulário genérico e passa a falar a sua língua. Você pode ver todos os recursos que sustentam isso em recursos.

Privacidade e consentimento não são detalhe

Data de nascimento, hora exata, o motivo íntimo de uma consulta — isso é informação sensível. Tratar com cuidado faz parte do ofício, não é formalidade.

Combine com você mesmo algumas regras simples:

  • Registre só o que serve à consulta. Curiosidade não é motivo pra guardar dado.
  • Deixe a pessoa saber que você anota, e por quê.
  • Guarde tudo em um lugar onde a conta é sua e só sua — nada de planilha compartilhada por link ou caderno que qualquer um folheia.

No getstella cada conta é isolada: os dados dos seus clientes são seus, não se misturam com os de ninguém, e rodam no navegador sem app pra instalar. Cuidar da privacidade é cuidar da confiança que fez a pessoa te contar a hora que nasceu.

Chegue pronto na próxima consulta

Saber o que registrar na ficha do cliente é, no fundo, uma decisão sobre como você quer chegar: correndo atrás dos dados, ou já dentro da conversa. Dados de nascimento com o fuso resolvido, o tema em uma linha, o histórico que se acumula, o mapa anexado e o cuidado com a privacidade — é isso que faz cada ficha valer.

A gente construiu o getstella pra guardar exatamente essas coisas, sem transformar sua prática em planilha. Comece pelo plano Semente, sem custo, e monte a ficha do seu jeito. Quando fizer sentido crescer, a Constelação está ali. Feito por astrólogos, para astrólogos.